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Instrumento lavrado no cartório de notas pode prevenir uma série de problemas quando o relacionamento chega ao fim
Quando namoros chegam ao fim, além de ser um momento delicado emocionalmente, pode se transformar também em um transtorno financeiro. Para evitar que isso aconteça, os casais estão recorrendo cada vez mais aos cartórios de notas para lavrarem perante o tabelião um contrato de namoro. O instrumento pode ser realizado entre duas pessoas que querem afastar a possibilidade de que a relação seja considerada uma união estável.

Por meio da assinatura de uma escritura pública, o casal evitará os efeitos da união estável, por exemplo, a possibilidade de partilha de bens, pensão, direitos sucessórios em caso de falecimento, entre outros.

“Mesmo que o contrato de namoro não tenha a força, por si só, de afastar os efeitos da união estável, pois as normas referentes à esta condição se sobrepõem ao contrato de namoro, a Justiça vem aceitando este instrumento como uma importante prova para garantir a inexistência de união estável, até mesmo em casos de namorados que moram juntos”, afirma Carlos Fernando Brasil Chaves, presidente do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo.

Para lavrar um contrato de namoro, basta os interessados procurarem um tabelião de notas de confiança. O processo todo é muito rápido e pode durar menos de 30 minutos. O valor da escritura no Estado de São Paulo é R$ 326,27.

5 Motivos para lavrar um contrato de namoro

Meio de Prova
O contrato de namoro é uma importante prova para atestar que a união se trata apenas de um namoro. Se formalizada por escritura pública possui ainda maior credibilidade, pois o tabelião de notas possui fé pública para atestar as declarações feitas em sua presença, sem a necessidade de testemunhas.

Proteção
O contrato de namoro feito por escritura pública constitui prova robusta para que o relacionamento não seja atingido pelos efeitos gerados pela união estável (partilha de bens, pensão, direitos sucessórios em caso de falecimento, entre outros).

Igualdade
Casais do mesmo sexo também podem fazer o contrato de namoro em cartório, pois os efeitos da união estável também poderão ser aplicados às relações homoafetivas.

Agilidade
Os namorados devem comparecer ao cartório de notas com os seus documentos pessoais e o contrato de namoro será feito com rapidez e sem burocracia.

Perenidade
Com a escritura pública, não há risco do casal de namorados perder ou extraviar o contrato de namoro, uma vez que é possível obter uma segunda via (certidão) do documento a qualquer tempo.

O que é o Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo
O Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo é uma das mais antigas entidades representativas da atividade de cartórios no Brasil. Fundado em 1951, o CNB-SP se concentra na busca do idealismo e do enfrentamento de questões relativas à classe notarial, sem se descuidar do cumprimento de sua função social e da compreensão da importância da atividade notarial pela sociedade. Para saber mais: www.cnbsp.org.br.

 

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Luiz Holanda
Em 1937, com a aproximação das eleições presidenciais, o governo do ditador Getúlio Vargas usou a ameaça comunista para instaurar no país um regime autoritário de direita. Naquela época a sucessão tinha como candidatos, de um lado, Armando de Sales Oliveira, lançado pelos partidos Constitucionalista, Democrático e algumas agremiações menores e, do outro lado, o “tenente civil” José Américo de Almeida, da pequena Paraíba e ex-ministro de Vargas. A candidatura de Armando Salles tinha o apoio de Flores da Cunha, general e político do Rio Grande do Sul. Getúlio, supostamente, apoiava a candidatura do paraibano.
Os integralistas (os fascistas da época) lançaram a candidatura de Plínio Salgado, seu chefe. Até aí tudo bem. O problema é que Getúlio, que não queria deixar o poder, não tinha nenhuma justificativa capaz de impedir a marcha sucessória. Foi preciso criar uma farsa para justificá-la; e ela veio com o então capitão integralista Olímpio Mourão Filho, que desde aquela época já era golpista. Esse mesmo oficial, anos depois e já general do Exército, comandou a marcha sobre a Guanabara, cujo desfecho foi a derrubada do presidente Goulart e a instauração da ditadura militar que durou quase trinta anos.
Mourão foi surpreendido datilografando, em pleno ministério da Guerra, um plano de insurreição comunista de autoria de um certo Cohen, que, por sinal, jamais existiu. O falso plano foi imediatamente aproveitado pela direita que o enviou à cúpula do Exército. No dia 30 de setembro, no programa “A Hora do Brasil”, o plano foi divulgado. No dia seguinte estava em todos os jornais.
O plano consistia numa suposta carta escrita em nome de Getúlio Vargas por Benedito Valadares, governador de Minas Gerais, anunciando que era necessário dissolver a Câmara e o Senado e suspender as eleições. A reação da oposição foi lançar um manifesto assinado por Armando Salles pedindo aos chefes militares que impedissem o golpe. Era o que Getúlio queria.
No dia 10 de novembro tropas da polícia militar cercaram o Congresso e impediram a entrada dos parlamentares. O uso da polícia deu-se devido a recusa do general Eurico Gaspar Dutra, ministro da Guerra, de usar o Exército para quebrar a ordem constitucional vigente. Getúlio, louco para dá um golpe, não perdeu tempo: na mesma noite anunciou uma nova política e uma nova carta constitucional. Era o início do Estado Novo.
O documento que instaurou o novo regime foi elaborado pelo grande jurista mineiro Francisco Campos. Imediatamente começaram as prisões dos que eram contra o golpe, inclusive dos integralistas, que serviram como massa de manobra para a implantação da ditadura e estavam, ingenuamente, esperando que o ministério da Educação fosse entregue ao seu chefe, Plínio Salgado. Ao perceber que foram enganados, invadiram o Palácio da Guanabara, então sede do governo, para depor Getúlio. O gaúcho, mais uma vez, saiu vencedor.
A Carta de 1937 continha dispositivos que jamais foram aplicados, mas os mais importantes estavam “nas disposições finais e transitórias”, que conferiam ao presidente poderes quase absolutos, inclusive o de expedir decretos-leis e nomear interventores no lugar dos governadores, eleitos ou não. Todo o país se encontrava em estado de emergência, o que significava que as liberdades civis estavam suspensas.
Tudo o que aconteceu naquela época parece está acontecendo nos dias de hoje. O povo, horrorizado com a corrupção, pede o golpe. Basta isso para justificá-lo. Mesmo assim, os presidentes da Câmara e do Senado (Renan Calheiros e Eduardo Cunha), estão preparando o documento que deverá se somar à insatisfação popular para servir de pretexto para a derrubada do governo. E este se baseia nas supostas reformas que jamais sairão do papel, mas que pelo menos servem para alimentar a insatisfação popular contra essa infeliz e indigna presidente.
O problema para eles é que, se isso acontecer, nenhum dos dois será beneficiado. Eles farão o papel dos integralistas de Getúlio, já que nenhum deles seria aproveitado pelos militares.
Luiz Holanda é advogado, professor universitário e conselheiro do Tribunal de Ética da OAB/BA.

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Quando pensam em conexão, muitas vezes as pessoas imaginam situações relacionadas à internet, smartphones e outros aparelhos. Nem sempre se dão conta que, de uma forma até sorrateira, esses recursos furtaram a palavra “conexão” de algo bem maior na vida, no cotidiano e no nosso vernáculo. Falar do significado real dela é importante, porque deveríamos exercitar muito mais este ato. Seria o conectar-se com aquilo de que gostamos, com as pessoas – de forma mais próxima, com Deus, e com aquilo que nos pertence, que apreciamos, por mais simples que seja.

Ainda me lembro da conexão que eu mantinha na infância com “coisas colecionáveis”. Eram selos, marcas de cigarro – apesar de nunca ter fumado – moedas e tantos outros objetos. Aquilo tudo me proporcionava imenso prazer. Quantas vezes, pedia para que minha avó me levasse de bonde, na cidade de Santos, litoral paulista, à região do porto. Lá sim eu encontrava pelo chão um tesouro colecionável: uma variedade de marcas de cigarros do Oriente Médio e de tantas outras regiões do mundo. Jogadas por marinheiros ou capitães dos navios aportados, eram verdadeiros achados que terminavam num ritual: depois de levados para casa, os papéis eram passados a ferro quente e colados no álbum.

Sempre colecionei, sempre tive uma relação, uma conexão mesmo, com aquilo que eu estava reunindo. Nos dias de hoje, entretanto, poucos jovens se conectam com coisas físicas, principalmente as mais prosaicas. Também é interessante observar que dificilmente se encontram jovens em feiras de antiguidade. Talvez isso se deva porque a conexão com peças antigas seja, na verdade, uma ligação com o passado. Muitos poderiam alegar que isso é uma forma de obsessão, uma patologia, mas, quando realizada de forma saudável, é uma benção ao espírito.

Aprendi com o tempo que me conectar com objetos, praticar esse hobby, me auxiliava no contato com Deus. A religião judaica, a qual professo, é rica em formas de estabelecer, por meio de objetos sagrados, uma ligação com Deus.

Mas, por qual razão estaria eu insistindo nessa relação tão fora de moda que é a conexão – não a eletrônica, digo – mas a outra, aquela que é a pura e simples ligação entre alguma coisa ou algo e nós mesmos?

A resposta talvez deveria advir de uma palavra chamada afeição. Justifico: quando nos afeiçoamos a algo, que para nós tem um valor histórico, diverso ou sagrado, aprendemos também a exercitar a conexão com as pessoas. Mais ainda, com o respeito, com a ética, aquisições que nos fazem uma imensa falta nesse país.

Infelizmente, no Brasil as conexões que ensinamos aos jovens são as do celular, as impessoais, as frias. Na política, por exemplo, não existe conexão entre o político e o povo. Numa outra análise, de um outro tema, o consumir desvairado se preocupa com o ter por ter e não o obter por uma razão maior.

Quando vejo tanta corrupção no país, penso na raiz de tudo, ou seja, o desrespeito ao outro, ao próximo. Pode soar antigo, mas são a total despreocupação e ausência de interesse com o outro que levam a tudo o que assistimos.

Agora, estou começando uma nova coleção: a de bengalas antigas. Não que esteja ficando velho, mas pelo significado delas para a humanidade. As bengalas suportam o corpo humano, num paralelo com a situação que vive a alma sofrida e desesperançosa de valores do povo brasileiro. Este só tem a Deus para recorrer.

Permitir uma conexão com tudo que o que foi pontuado aqui é um desafio. Cabe ensinar aos indivíduos em formação o real conectar-se, pois, do contrário, eles só terão o celular como referência sobre os valores perdidos. As causas pouco nobres, e a falta de afeição e respeito por nós mesmos….

Fernando Rizzolo é Advogado, Jornalista, membro efetivo da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, ex-articulista colaborador da Agência Estado

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Ok, vamos aos fatos. Independente do partido político que você defende, vamos encarar o fato de que o Brasil está hoje em crise. Greves, paralisações, manifestações de impeachment, boatos de intervenção militar, dólar cada vez mais em alta, corrupção exposta, volta da inflação e outros diversos escândalos e acontecimentos que dão ao Brasil, atualmente, a fama de país “em baixa”.

Toda essa comoção invariavelmente mexeu, e continua a mexer, na evolução da atuação e rendimento dos contratos no mundo jurídico. Nunca se viu tanta inadimplência e bancas perdendo clientes do que nos dias atuais. Eu, particularmente, sou da opinião de que é na hora de crise que se deve investir mais e mais em ações focadas, mas como sei que muitos advogados não compartilham desta visão, outro dia fiquei impressionado, dentro de tantas reclamações no dia a dia, com a frase de um empolgado sócio de uma banca que fiz reunião. Ao começar nosso encontro, fui perguntando como a crise estava afetando a rotina do escritório e ele respondeu prontamente a frase que dá nome ao nosso artigo “Todo mundo está em crise menos eu”.

A explicação que ele deu para a frase é a realidade que diariamente tentamos implementar nos escritórios que se abrem para o marketing jurídico. Se você tem rotinas constantes de marketing e não apenas ações isoladas (o que sinceramente não levam a nada) você nunca corre o risco de estar parado quando surge uma nova crise.

Para este advogado e diversos outros que conseguem ver o marketing como força motora de rendimento, a possibilidade de ser pego de “calças curtas” é mínima (ou talvez até impossível), pois você tem ações diversificadas e constantes que não impedirão a escassez de clientela em sua carteira. Para explicar o fato em uma situação econômica hipotética, seria o mesmo que você colocar, todo mês, um pequeno valor em uma conta de “contingência”. Em breve este valor será grande e continuará a crescer. Se em algum dia você sofrer um acidente que o impeça de trabalhar, essa conta poderia ser usada para cobrir todas suas despesas e necessidades financeiras até você melhorar e tudo voltar ao normal. Nesse exemplo, as ações de marketing são os valores colocados mensalmente na conta (rotinas constantes de marketing no escritório), os contratos ganhos e rendimento do escritório em função das ações de marketing são os valores que crescem na sua conta (manutenção de carteira e obtenção de novos clientes) e o acidente que aconteceu nesta exemplificação seria a crise. Obviamente durante sua recuperação do acidente você reduziu seus ganhos pois não conseguiu produzir, mas a conta contingência te ajudou a nivelar as entradas do escritório, mantendo o mesmo nível financeiro até que você se recuperasse completamente. É assim que o marketing funciona. Ele te dá margem suficiente de rendimento para que, em tempos de crise, você tenha ações rodando que não te faça cair economicamente.

No caso do nosso amigo advogado, ele citou, em nossa reunião, pelo menos 15 rotinas “saudáveis” de marketing que ele mantinha como regra no escritório e que, agora, em baixa econômica, ele mantinha ainda mais firmemente. Ele comentou que obviamente a crise lhe trouxe perda de alguns clientes e inadimplência, porém como estava acima de sua curva de rendimentos mensais (leia-se lucratividade muito alta comparada ao seu custo operacional), conseguiu absorver o impacto sem maiores danos, mantendo o escritório normalmente, sem nenhuma mudança.

Ele citou ainda outra frase de impacto que me deixou progressivamente mais feliz. Ele me disse: “sabe por que eu não me abalei com a crise? Porque eu vivo como se existisse crise todo dia. Se ela existir, eu estou no meu patamar. Se ela não existir, estou em crescimento”.

Aqui entra a resposta para um dilema que sempre enfeitiça os advogados: “devo me restringir e esperar a crise passar, reduzindo custos ou devo atacar, investindo para superar a crise através de maiores ações focadas e inteligentes?”. Segundo nosso amigo empreendedor jurídico, nenhum dos dois. A fórmula ideal para o sucesso é o que ele chama de “antecipação de crise”, ou seja, viver como se o mercado estivesse em crise constante, onde os resultados podem ser apenas dois: manutenção de lucratividade do escritório ou crescimento financeiro.

E quer saber? Eu concordo com ele.

Bom crescimento!

 

Alexandre Motta

Alexandre Motta é consultor da Inrise Consultoria em Marketing Jurídico, autor do livro “Marketing Jurídico: os Dois Lados da Moeda” e através de sua experiência prática em marketing jurídico, atualmente mantém inúmeros escritórios sob sua responsabilidade de atuação e crescimento ético.

 

 

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Os humanos, diz o filósofo espanhol Savater (Ética de urgência, p. 119), “somos maus [corruptos, violentos, sonegadores e fraudulentos] o quanto nos deixam ser. Se alguém acredita que pode fazer algo e alcançar alguma vantagem, se está completamente seguro de que nada vai ocorrer, pois o fará”. Nisso reside a certeza da impunidade. Nunca absoluta, mas algo perto disso, sobretudo em países considerados paraísos da pilhagem do alheio (como é o caso do Brasil). Um dia, no entanto, a casa cai.

Há várias décadas o mundo inteiro sabe de denúncias de fraudes e corrupções no futebol local, nacional e internacional. Pela quantidade de matérias publicadas, a impressão que se tem é que a chamada “cultura da corrupção” (agora desvelada pelo FBI) está enraizada no DNA da CBF, da Fifa assim como das Federações do Futebol (fala-se em 24 anos de corrupção, que movimentou perto de US$ 150 milhões – corrupção com o padrão Fifa, como se vê). A isso se soma a certeza da impunidade, que é a regra geral (foi assim com Ricardo Teixeira e tantos outros dirigentes do futebol nacional e internacional). Não há terreno mais fértil para a prosperidade da roubalheira. Del Nero que se cuide, visto que está metido numa herança lamacenta. A própria Copa do Mundo no Brasil poderia ter sido comprada? Nada se pode descartar no mundo do futebol, porque ele está cheio de bandas podres. O FBI está investigando tudo. Aguardemos.

A prisão de oito dirigentes do futebol mundial na Suíça, a pedido dos EUA, é muito estranha, porém, não pelas prisões em si (há muito tempo já anunciadas), sim, pela demora que isso ocorreu. Dezoito pessoas estão (desde logo) envolvidas em extorsão, corrupção, fraudes, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, subornos, pagamentos de propinas etc. Incontáveis empresas pagam propinas para dirigentes do futebol para alcançar vantagens indevidas (Nike, Traffic, Datisa etc. – veja Estadão 28/5/15: A21). Inúmeros bancos estão envolvidos em todas essas operações (porque são eles que normalmente lavam o dinheiro sujo da corrupção, a começar pelo HSBC – Estadão citado).

O discurso (ideologia) corrente no mundo da economia distingue com tenacidade o Estado da sociedade civil (particularmente do capitalismo de mercado). Toda negatividade é apontada contra o Estado (que seria o único corrupto); isso significa a santificação das empresas que atuam no mercado competitivo real ou de fachada (cartelizado). A demonização do Estado, dos políticos e dos funcionários públicos (que não é de todo absurda, diga-se de passagem) se transformou numa das táticas que se usa para esconder as trapaças das bandas podres empresariais e financeiras. Ao poder público se atribui incompetência, burocracia, falta de compromisso, corrupção etc. (muito disso é verdadeiro); a sociedade civil seria ágil, eficiente e vítima desse Estado.[1] Essa ideologia (amplamente difundida por vários meios midiáticos) mascara a verdade dos fatos, que é a seguinte: há incontáveis bandas podres no mundo empresarial e financeiro.

Teria havido corrupção nas últimas Copas do Mundo (África do Sul e Brasil) e a escolha da Rússia (2018) e Catar (2022) também seria fruto dos mesmos métodos. Marin, quando preso, teria dito: “Mas por que só eu? Cadê os outros?”. Os EUA pediram a extradição deles para a Suíça. Se forem transferidos para lá, prestarão contas para a justiça norte-americana. O que isso significa? Que o processo não demora muito (seis meses, mais ou menos), porque nos EUA 97% dos processos criminais terminam em acordo, com altíssimas multas e penalidades. Os americanos, muito mais pragmáticos que nós, priorizam nesses casos o “dinheiro” (recuperação, reparação, empobrecimento dos corruptos), não a prisão. Nós fazemos o oposto: priorizamos a prisão (para satisfação da vingança pública, que é uma festa, como dizia Nietzsche), deixando o bandalheiro normalmente rico. Nos EUA vigora, com muita eficácia (apesar de todas as críticas), a Justiça criminal negociada. Por meio da plea bargaining busca-se a solução rápida do conflito. O Ministério Público tem ampla liberdade de negociação. Normalmente, em casos de corrupção, tudo acaba no final com poucos meses de cadeia e um duríssimo golpe no bolso dos larápios (que envolvem pessoas físicas, empresas e bancos). A certeza do castigo nos EUA é dezenas de vezes mais certa que no Brasil. É esse fenômeno mais a prevenção secundária (criação de obstáculos ao crime, muitos policiais etc.) que derrubaram em 50% a criminalidade nos EUA, nos últimos 20 anos.

[1] PINTO, Céli Regina Jardim. A banalidade da corrupção. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011, p. 62.

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por Fernando Damiani

Lendo manchete de um jornal local dias atrás, deparei-me com a declaração da cantora Maria Betânia dizendo não querer uma ditadura novamente, com o que eu concordo.

Entretanto, a questão não é tão simples quanto parece, e creio que as pessoas em geral não fazem ideia da amplitude da palavra ditadura. Eu entendo que a ditadura não pode ser compreendida apenas como sendo o querer ou não um regime militar, querer a direita ou a esquerda no poder, pois que estas situações, em razão da nova realidade política do Brasil, sequer se apresentam claramente.

A ditadura que entendo não podemos admitir, o que devemos combater é a ditadura de uma ideia única, de uma opinião única, de um governo único, de uma sociedade única. Esta ditadura, que nasce da intolerância e do desrespeito não pode mais existir e deve ser banida para o bem de nosso País. Temos que reinventar uma nova forma de viver em sociedade, numa condição em que, respeitada a legislação vigente, haja espaço para todas as manifestações e posturas, ainda que com elas não se concorde.

Por exemplo, temos sim, o direito de protestar contra um Governo cujas ações entendemos nos serem danosas ou com as quais não concordamos, assim como compartilham do mesmo direito de se manifestar, as pessoas que defendem este Governo, achando correto tudo que vem sendo realizado. Sendo feitos dentro da lei são movimentos legítimos.

Da mesma forma, pode sim, o Deputado Feliciano expressar sua opinião contrária à união de pessoas do mesmo sexo, como também os defensores da existência de liberdade de relações afetivas baseadas na diversidade, igualmente possuem o mesmo direito de se expressar.

O que não se pode admitir é o que vem ocorrendo no Brasil de hoje, onde as pessoas simplesmente não toleram e nem respeitam a opinião contrária dos outros, querendo de qualquer maneira silenciá-los. Isto sim é uma odiosa ditadura.

Se queremos crescer como pessoas e formar uma sociedade justa e sã, devemos aprender a respeitar o oposto e a diversidade, pois, caso contrário, não importa o quanto se diga ou se marche bradando contra um Governo, pois estaremos, sim, inconscientemente, contrariando a nós mesmos e caminhando rumo à intolerância e ao desrespeito.

Abaixo a ditadura do único!

*advogado da Damiani Advogados

 

FERNANDO DAMIANI ADVOGADOS ASSOCIADOS – Fundado em 1985 pelo advogado Fernando Damiani de Oliveira, o escritório tem sede em Porto Alegre (RS). A empresa atua nas áreas de Direito Trabalhista, Civil, Administrativo, Comercial, Ambiental, Penal e de Responsabilidade Social. Oferece ao mercado a prestação de serviços de correspondência a empresas coligadas de todo o Brasil, representando-os no Rio Grande do Sul

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Saber ouvir o que o seu companheiro tem a dizer é a chave para um bom relacionamento.

A comunicação de um casal é, de longe, um dos pontos fundamentais do seu relacionamento, e, quando esta característica é falha, problemas começam a surgir. Brigas imensas, por exemplo, podem ser evitadas quando existe uma boa comunicação entre o homem e a mulher, mas então por que é tão difícil para os casais se comunicarem de maneira eficiente?

Segundo a psicóloga clínica e hospitalar voltada a saúde do homem, Carla Ribeiro, as diferenças entre os homens e as mulheres faz com que a boa comunicação seja uma tarefa difícil, pois as mulheres falam o que pensam, só que de um jeito mais demorado, e os homens vão direto ao assunto, sendo, por vezes, grosseiros. “É muito comum que casais tenham problemas comunicacionais entre si, e que, ao longo dos anos, essa comunicação fique cada vez mais estreita.”, afirma.

A psicóloga lembra que a comunicação pode ser verbal ou não-verbal, e que boa parte dos casais não aprimoram a sua comunicação durante o relacionamento. Entretanto, para que a relação seja duradoura e satisfatória para ambos, é preciso se esforçar para dar certo.”Não existe uma formula mágica para a comunicação entre os casais, mas posso dizer que saber ouvir enquanto o outro estiver falando é um passo muito importante”, observa.

Saber interpretar corretamente o que seu parceiro quer dizer pode impedir muitas brigas, e, por isso, é preciso aprender a ser paciente, e ter disposição para realmente ouvir o que o outro quer dizer. “Quem não escuta, não compreende, e arranja problemas por pouca coisa. Na minha experiência profissional, pude perceber que, no momento em que os casais passam a se escutarem, tudo fica mais fácil”, comenta.

Carla finaliza, reforçando que a boa comunicação é um aprendizado diário, que é facilitado pela convivência. “Se os casais conseguirem utilizar as comunicações verbais e não verbais, estarão diminuindo os erros de comunicação”, conclui.

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A Geração Y, comumente pessoas que nasceram entre 1980 e 2000 – também conhecidos como filhos da geração X – tem, como característica marcante em suas vidas, a influência predominante da tecnologia. Eles são definidos como multitarefa, pois conseguem fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Eles assistem televisão falando ao celular, ao mesmo tempo que entram em vários sites, enviam mensagens e até mesmo ouvem música.

Nota-se que, apesar de pessoas muito inteligentes, trazem consigo uma inquietude natural, ou seja, muita pressa na execução de qualquer atividade, e por serem mais pragmáticos, acabam, na maioria das vezes, perdendo o foco com facilidade.

Quando os primeiros representantes da geração Y ingressaram no mercado de trabalho foram tidos como insubordinados, indisciplinados e informais. No entanto, o tempo e os resultados têm mostrado que eles têm agregado muito ao ambiente de trabalho. Contudo, é preciso que essa geração se atente para que não perca uma das melhores características profissionais já existentes: a escrita.

Uma das maiores reclamações existentes sobre essa geração é que a maioria não sabe escrever direito e acabam cometendo inúmeros erros de ortografia e concordância. Além do que, parece que falam e usam outra língua, com gírias novas e abreviações que tornam incompreensível para muitas pessoas que ainda não se acostumaram com essa nova tendência.

Contudo, percebe-se que esses jovens não pensam assim. Acham que são entendidos por todos do jeito que são, pois suas prioridades são outras, ou seja, tanto faz a forma como eles escrevem. Querem mesmo é passar sua mensagem e, se para isso, na pressa, eles escreverem exceção com dois “s” não faz mal. Eles acreditam que seu interlocutor vai compreendê-los e o problema estará resolvido.

Enfim, o que preocupa é, se hoje os jovens escrevem errado, não entendem nada da língua portuguesa, muitos amanhã serão que tipo de professores? Será que não pensam que esses mesmos jovens de hoje que não sabem escrever serão aqueles que ensinaram seus filhos amanhã?

O fato é que, hoje a internet é uma nova forma de linguagem, que veio beneficiar a comunicação entre as pessoas, empresas e negociações, levando e trazendo informações de forma muito rápida. Na maioria das vezes, em conversas pela internet e devido a necessidade de se digitar com rapidez, não tem se exigido uma norma culta destes novos profissionais. Porém, estes mesmos entrantes necessitam ficar atentos pois esse é um tipo de linguagem para ser usada especificamente nesse ambiente e não em ocasiões formais ou de trabalho.

Não tem como negar que o uso demasiado da internet pode trazer certa influência negativa em alguns casos, gerando assim uma escrita totalmente deficiente, onde o texto de bate papo, se transforma, igualmente, em texto profissional.

O que torna-se necessário é que empresas revejam suas estratégias de atração, seleção e retenção desse público, exigindo que, além de todas as características pertinentes a essa geração, tenham também como requisitos básicos: saber ler e escrever no idioma português.

 

Adriana Poyato

Adriana Poyato é analista de RH da Inrise Consultoria e atua no recrutamento e seleção de profissionais, bem como, no estudo de reestruturação organizacional de empresas e escritórios jurídicos.

Fonte: inrise consultoria

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Philipe Gomes Vieira
Psicólogo clínico, doutorando e mestre em Avaliação Psicológica, professor da especialização em Avaliação Psicológica do Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG), www.ipog.edu.br

Recentemente, me deparei com uma chamada, no mínimo instigante, para uma matéria publicada por uma revista nacional, amplamente conhecida no mundo business. Uma afirmação categórica deixava claro que seria possível aprender muito com os psicopatas, o que, em um segundo momento, poderia ser aplicado no contexto do trabalho com o intuito de se obter sucesso. Abismado, resolvi abrir o link que dava acesso ao conteúdo da matéria, que para minha surpresa, sugeria que os psicopatas possuem atributos emocionais e comportamentais que os tornam mais competentes que a maioria das pessoas da população geral. Com essa leitura, poder-se-ia concluir que comportamentos e/ou expressões emocionais atreladas à psicopatia, como a crueldade, a frieza, o destemor, o charme superficial, a indiferença, o “viver o momento” (leia-se, a impulsividade), devem ser tomados como exemplos a serem seguidos, quando se tem como meta a ascensão profissional.

Essa sugestão (ou estímulo ao desenvolvimento?!), permite se questionar o que, de fato, as organizações de trabalho esperam de seus líderes e colaboradores. Como essa não é minha área de expertise, proponho outra reflexão que, em alguma medida, possibilitará concluir se buscar o desenvolvimento dessas características traria algum benefício para convívio em grupo, conforme alude a outra matéria. O que é a psicopatia? Quais suas principais características? Como elas afetam o bem estar coletivo?

Tradicionalmente, a psicopatia tem sido abordada como sinônimo de sociopatia ou, ainda, como equivalente ao Transtorno da Personalidade Antissocial (TPAS), quadro nosográfico proposto pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM. Na verdade, os critérios diagnósticos propostos pelo referido manual abarcam um padrão de violação e desrespeito dos direitos dos outros, bem como de normas sociais. A literatura contemporânea, por outro lado, defende que a psicopatia seria uma condição ainda mais severa que o TPAS, uma vez que as diretrizes diagnósticas para esse último não levem em conta aspectos subjacentes às manifestações comportamentais evidenciadas nesse transtorno, como perturbações de ordem emocional e interpessoal, presentes na psicopatia, o que, por conseguinte, tornam-na um construto psicológico substancialmente mais complexo.

Em suma, ambas as condições, TPAS e psicopatia, revelam dificuldades acentuadas em ajustar-se às normas sociais; tendência à falsidade e manipulação a fim de obter algum benefício próprio; impulsividade e inabilidade para planejar o futuro; agressividade exacerbada, evidenciando propensão às manifestações mais primitivas da personalidade; engajamento em comportamentos de risco, os quais podem causar danos a si e a outrem; irresponsabilidade e negligência em diversos contextos; bem como ausência de remorso ilustrada por meio da racionalização após a passagem ao ato. Muitos psicopatas, por exemplo, justificam seus comportamentos socialmente inadequados atribuindo a culpa à própria vítima (“Eu roubei o carro de ‘fulano’ por que ele mereceu! Ele que deixou a chave na ignição. Praticamente estava pedindo pra ser roubado”; “Não forcei aquela mulher a transar comigo. Pela roupa que ela vestia, tenho certeza que estava mesmo querendo isso”).

Com base nesse breve panorama do que é a psicopatia, bem como na compreensão de algumas de suas principais características, poder-se-ia afirmar, também de maneira categórica, que não, os psicopatas não têm absolutamente nada a nos ensinar! As características principais da psicopatia são o narcisismo patológico e a ausência de empatia, que os tornam frios e insensíveis aos sofrimentos alheios. Tais características desse transtorno de personalidade, associadas à inabilidade de sentir culpa ou remorso, revelam propensão a causar danos catastróficos, por vezes, irreparáveis. Desse modo, reitero: NÃO! OS PSICOPATAS NÃO TÊM ABSOLUTAMENTE NADA A NOS ENSINAR!

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Advogada é precursora no enfrentamento judicial às empresas de saúde

A advogada Rosana Chiavassa, especialista na área de saúde, avalia como inconstitucional e totalmente contrária aos interesses dos consumidores a instalação no Fórum de São Paulo de uma “câmara de mediação” organizada e patrocinada por entidades que representam as empresas de planos de saúde, em parceria com a ANS (Agência Nacional de Saúde) para apoiar o Tribunal de Justiça nas demandas movidas por clientes das contra as próprias empresas de saúde

“Estão colocando o lobo para pastorear as ovelhas”, afirma a advogada, que é a precursora no enfrentamento judicial a estas empresas de saúde. ‘“Não se faz necessário esta ‘câmara de mediação’, pois uma vez acionada, a empresa de saúde tem assegurado o seu direito de ampla defesa em todas as instâncias da Justiça”, explica.  “É verdade que a decisão final será sempre do juiz, mas temo pela influência que possa acontecer em prejuízo do consumidor, aliás, não integrante dessa Câmara” acrescenta Chiavassa.

Segundo a advogada, esta “câmara de mediação” é totalmente desnecessária inclusive como apoio ao juiz que pode, sempre que precisar de algum auxílio especializado para a tomada de decisão, recorrer a um médico ou a uma entidade médica. Aliás, diz Chiavassa, há inúmeros precedentes em que esse apoio especializado foi requerido. “Convocar um médico independente para auxiliar numa decisão é natural e aceitável, agora recorrer a esta câmara de representantes de empresas para ajuda-lo em decisões que podem afetá-las é totalmente diferente, inclusive sem o contraditório”, afirma a advogada, que se confessa surpresa com a participação da ANS (Agência Nacional de Saúde) nesse processo. “A agência tem de garantir o bom funcionamento do sistema de saúde privado e o atendimento eficaz de seus clientes e não se associar a estas empresas nesse projeto que, não há dúvidas, não será benéfico para os clientes”, acrescenta.

Mais assustador é ver o poder público receber verbas de particular, da forma como ocorreu. Qualquer cidadão pode doar dinheiro ou bens ao erário público, mas reformar a sala específica que será usada para ‘mediar’ conflitos onde uma das partes é a doadora, causa desconforto. No mínimo gastou-se o preço de um tratamento de um Consumidor.

Chiavassa tem dúvidas sobre a isenção desta “câmara de mediação”, que será formada por advogados e médicos, indicados pelos planos de saúde, representante da ANS e do Fórum. “Não convidaram nenhuma entidade de defesa dos consumidores e nem o MP”, lembra Chiavassa. Ela espera que a sociedade e as entidades de defesa dos consumidores se manifestem e impeçam a instalação desta “câmara de mediação”, que foi criada em silencio e instalada de maneira surpreendentemente célere.

Sabe-se que existem fraudes, mas a fraude justificar a exceção é um absurdo. Há casos onde vidas humanas podem restar lesionadas, pois o tempo, em alguns tratamentos é vital.

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